sexta-feira, 4 de maio de 2012

A História do Contrabaixo – Parte XXIII

Postado em Instrumentos musicais com as tags , , , , , em 01/05/2012 por Ilhota Rock Festival
A História do Contrabaixo parte XXIIIGrafite: das estrelas para o mundo dos graves
Com a evolução dos modelos de cinco e seis cordas, além da inserção de sistemas ativos, o baixo elétrico teve seu peso consideravelmente aumentado, prejudicando o desempenho dos músicos daquela época. A solução, por incrível que pareça, foi encontrada em um dos componentes utilizados na fabricação da nave espacial Voyager…
Ah, bons tempos aqueles em que você, usando somente seu Fender Jazz Bass ou Precision, precisava apenas de um cabo e um amplificador para fazer seu som acontecer. Com a evolução dos baixos elétricos e a procura de uma qualidade de som superior, o instrumento teve um considerável acréscimo de peso.
Desta forma, com o advento dos contrabaixos de cinco e seis cordas, foi necessário instalar novos hardwares, como tarraxas e pontes com encaixes adicionais, por exemplo. Modelos com mais de quatro cordas precisavam, naquele estágio tecnológico, de sistemas ativos para uma resposta de som diferenciada (uma vez que a captação passiva produzia muito ruído, principalmente com apresentações ao vivo). Por falta de critérios técnicos, as medidas de calibragem da corda Si eram assustadoras! 014. e 015. Atualmente são utilizadas cordas com bitolas entre 010 e 012.
Assim, era normal que um Alembic de cinco cordas, por exemplo, chegasse a pesar mais de 15 kg (um peso considerado ergonômico varia de 7 a 9 kg). Em virtude disto, os baixistas daquela época começaram a reclamar que, apesar da melhoria sonora apresentada, seus instrumentos eram muito pesados, ocasionando, muitas vezes, sérios problemas de coluna em muitos músicos.
Um dos músicos que mais amolava o pessoal da Alembic é um extraordinário contrabaixista. Se alguém pensou em Stanley Clarke, acertou! Clarke foi um dos primeiros endorsers da lendária marca. “Estava feliz com meu Alembic. Senti que minha sonoridade evoluiu de forma espantosa, mas eles eram muito pesados. Não sei como não acabei em um hospital depois dos concertos…”, declarou Clarke em uma memorável entrevista concedida para a revista Cover Baixo.

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